Para começarmos com o "pé direito " decidi fazer uma pequena homenagem com a foto do golfinho representando a natureza e a todos os animais existentes nesse Planeta. Ele é lindo, inteligente e bom. Representa o reviver e a espiritualidade. Abaixo, a poesia da minha vida.
Madrugal Melancólico
Manuel Bandeira
O que eu adoro em ti,
Não é a tua beleza.
A beleza , é em nós que ela existe.
A beleza é um conceito
E a beleza é triste.
Não é triste em si,
Mas pelo que há nela de fragilidade e de incerteza.
O que eu adoro em ti,
Não é a tua inteligência.
Não é o teu espírito sutil,
Tão ágil, tão luminoso,
- Ave solta no céu matinal da montanha.
Nem é a tua ciência
Do coração dos homens e das coisas.
O que eu adoro em ti,
Não é a tua graça musical ,
Sucessiva e renovada a cada momento ,
Graça aérea como o teu próprio pensamento,
Graça que pertuba e que satisfaz.
O que adoro em ti ,
Não é a mãe que perdi.
Não é a irmã que já perdi.
E meu pai.
O que adoro em tua natureza,
Não é o profundo instinto maternal
Em teu flanco aberto como uma ferida
Nem a tua pureza. Nem a tua impureza.
O que adoro em ti lastima-me e consola-me!
O que adoro em ti , é a Vida.
Á minha tão amada Guru, Amma.
Á mestra querida, Sulamita, que me acolhe, com tantas palavras lindas e incansavelmente me coloca pra frente. Obrigado, obrigado, obrigado! Sem palavras...
Ao TAOS - Templo dos Anjos da Ordem de Shidha ( Rua Carlos de Carvalho 65 Centro/RJ) ao qual pertenço e a todos os irmãos e irmãs.