sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Grande Amor

Para começarmos com o "pé direito " decidi fazer uma pequena homenagem com a foto do golfinho representando a natureza e a todos os animais existentes nesse Planeta. Ele é lindo, inteligente e bom. Representa o reviver e a espiritualidade. Abaixo, a poesia da minha vida.



Madrugal Melancólico


Manuel Bandeira



O que eu adoro em ti,

Não é a tua beleza.

A beleza , é em nós que ela existe.

A beleza é um conceito

E a beleza é triste.

Não é triste em si,

Mas pelo que há nela de fragilidade e de incerteza.


O que eu adoro em ti,

Não é a tua inteligência.

Não é o teu espírito sutil,

Tão ágil, tão luminoso,

- Ave solta no céu matinal da montanha.

Nem é a tua ciência

Do coração dos homens e das coisas.


O que eu adoro em ti,

Não é a tua graça musical ,

Sucessiva e renovada a cada momento ,

Graça aérea como o teu próprio pensamento,

Graça que pertuba e que satisfaz.


O que adoro em ti ,

Não é a mãe que perdi.

Não é a irmã que já perdi.

E meu pai.


O que adoro em tua natureza,

Não é o profundo instinto maternal

Em teu flanco aberto como uma ferida

Nem a tua pureza. Nem a tua impureza.

O que adoro em ti lastima-me e consola-me!

O que adoro em ti , é a Vida.



Á minha tão amada Guru, Amma.

Á mestra querida, Sulamita, que me acolhe, com tantas palavras lindas e incansavelmente me coloca pra frente. Obrigado, obrigado, obrigado! Sem palavras...

Ao TAOS - Templo dos Anjos da Ordem de Shidha ( Rua Carlos de Carvalho 65 Centro/RJ) ao qual pertenço e a todos os irmãos e irmãs.






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